quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Resistir

Lula levando uma multidão por onde passa pelo Nordeste (Crato, Iguatu, Fortaleza, Natal, Recife). Dilma começa a andar pelo país levando muita gente aos comícios do Rio e da Bahia. 

Há quem diga que o PT morreu, mas a bolha ideológica do meu Facebook teima em me dizer o contrário: tá vivo e ainda pulsa. Quem consegue ainda arrastar tanta gente em um projeto partidário?

E ainda que os resultados possam se apresentar como inexpressivos daqui a alguns dias, quando saberemos o número exato de prefeituras ocupadas pelo partido, digo que já ganhamos demais com toda essa mobilização para retomar a luta anti-neoliberal e projeto popular. \o/

sábado, 17 de setembro de 2016

Sobre compreensão

Sim, eu entendo
Nós mulheres sempre entedemos
Sempre somos nós as compreensivas 
Quem não entende são vocês
Tenho pressa em viver
Daqui a pouco volto pra casa
Tomo outro rumo que não este
Minha vida selvagem me condena em outra direção

sábado, 10 de setembro de 2016

Sobre atrasos

Atrasada. Cheguei depois. Alguém já faz morada em teu peito. Outro alguém que não eu. Mais uma vez me atraso para a vida dos pares. Porque reside em mim a sina de ser ímpar, de ser frigideira, a panela sem tampa. Fulgura a solidão. E mesmo que não haja o outro para me fazer feliz, preciso do outro, desejo o outro, o quero. Há tempos me atraso. Desespero. Reconsidero. Me faço forte. Não há lugar para o inseguro. Não há tempo para isso. Coloco meu melhor sorriso e sigo o rumo da grande incógnita chamada vida. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Amor próprio

Tenho vontade de puxar assunto ali na janelinha de bate papo mais próxima. Quero dizer que tenho saudades, que quero te ver, que quero sentir seu cheiro, que te quero. 

Se fosse em um outro tempo, eu abriria a janela e diria. Mas ando cansada de monólogos. 

Quero que você saiba que eu tenho sonhos, que quero compartilhá-los. Desejo que você pergunte sobre o meu dia, sobre a minha vida, os meus caminhos. 

Quando você disse que seríamos amigos, eu acreditei. Cheguei a pensar que pudéssemos conversar. Todos os dias. Todas as horas. No meu delírio estaria com você ali. 

Se fosse em outro tempo, isso aconteceria. 

Mas um dia, outro amor chega. E você percebe que ele sempre esteve ali. Discreto, tímido, quase sumido. Mas ele reside ali. É o amor próprio que anuncia um novo tempo do acontecer. 

sábado, 26 de setembro de 2015

Não há sonhos


Deito a cabeça e não me permito mais sonhar
A escrotice dos homens derreteu as asas de Ícaro 
No voo alto da paixão
Coleciono quedas
Coleciono cicatrizes
Coleciono desilusões

domingo, 9 de agosto de 2015

Paixonite - Poema I



A paixão quer morada
Já não posso resistir em fechar a porta
Porque os desejos e os sonhos me fazem abrir janelas
A paixão vem em calmaria
Traz o cheiro da vida misturado ao cheiro do amor
A vida sorri novamente
Quero sorrir também

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A caminho do Rio

A ansiedade reside em mim.
Quero tocar os teus lábios 
Sorver o teu gosto
Enquanto a minha língua prende a tua.
Quero sentir a paixão invadindo o meu corpo.
O fogo a me consumir.
Quero gozar e sentir o teu gozo.
Amantes ofegantes pelo fim do longo período de ansiedade 


***

domingo, 17 de maio de 2015

Entre transas.

Teus olhos fixam silenciosamente sobre mim. Fico insegura. Não sei o que querem dizer. Digo qualquer coisa para ver se você responde. E você apenas continua a me observar. Dá de ombros. Vejo que não quer responder. A insegurança aumenta e me despertar um turbilhão de ideias. Penso que você a qualquer momento vai pedir para terminar com aquilo. Nada mais de encontros ao fim do expediente. Afinal, você tem mulher e filhos e eu sou apenas diversão. 

Vejo você acender um cigarro e soprar a fumaça vagarosamente. São momentos de tensão. Pergunto se vamos pernoitar naquele quarto de motel. É tarde. O cansaço da sexta-feira toma conta do meu corpo. Você diz que prefere ir para casa. Não sabe que desculpa inventar para a esposa. Ela anda desconfiada. Melhor não vacilar por coisas pequenas. 

Começo a recolher minhas roupas e me pegunto se o que acontece entre nós são coisas pequenas. Aliás, me pergunto se existe um nós. Ele diz então que não devo esperar nada em troca. Que eu aceitei aquela situação desde o começo. Concordei com aquilo tudo.

Concordo com tudo. Não quero perdê-lo. Peço desculpas. Minto e digo que isso não se repetirá mais. Volto para a cama para abraça-lo. Ele me abraça de volta. Corre a mão pelo meu corpo, até chegar ao meu sexo. Diz que quer mais. Me sinto usada tal qual um objeto. Ele ignora meus sentimentos em busca do seu prazer. Transamos. Ele me penetra, mas não estou ali. Estou a pensar se aquilo ali vale a pena.

Meus pensamentos vão mais longe. Faço uma retrospectiva da minha vida. Quero saber quando deixei de me amar para amar aquele homem que está ali, me penetrando com força como se fosse a última trepada da sua vida. Ele goza. Levanta-se para ir ao banheiro. Não importa se eu gozei. Volta já vestido. Diz que daquela vez não tomaremos banho juntos. Já é madrugada e ele precisa ir para casa. Visto a minha roupa. saímos do motel. Cada um para sua casa, suas vidas, como se nada tivesse acontecido.