sábado, 29 de março de 2008

Direcionadas 2

"Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente". [Camille Claudel Lettre a Rodin, 1886]

terça-feira, 25 de março de 2008

Da previsão

O futuro não é incerto
Está desenhado
Tal qual as horas que passam
E nunca ficam
Tal qual um álbum de família

segunda-feira, 24 de março de 2008

Parêntese esotérico

Cada dia fico mais impressionada com esse tal de Personare, site que mostra seu horóscopo personalizado, Tarot, conselho sentimental, etc. (Não vou postar o link. Oura, fazer propaganda gratuita). É serio. Ele revela coisas que nem a gente imaginaria. E quando você dá por si está concordando com tudo. Balançando a cabeça e dizendo "num é que é assim mesmo". Você se descobre. Por exemplo, eu não sabia que minha ascendência taurina me influenciava tanto. Aliás, nem sabia que meu ascendente era touro.

Enfim, mais do que no signo me viciei no Tarot O meu Tarot para os próximos seis meses então!Ó! Combinou direitinho. O rei está no centro da minha vida nos próximos seis meses. Ah! E o meu apego a o esoterismo está na minha combinação de sagitário + touro, que segundo o Personare resulta em uma pessoa muito interessada nos mistérios profundos da vida.
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Do meu mapa astral:

"Sente um grande prazer em estar vivo. As boas coisas da vida lhe atraem, e você tem uma sensualidade natural que não hesita em usar quando lhe convém..."


"O grande problema da combinação Sagitário + Touro é que você pode flutuar de interesses muito rapidamente, e manifestar um conflito entre seu profundo desejo de liberdade, do estilo "não gosto de ninguém que me controle" e seu outro lado taurino, mais controlador e que deseja uma relação estável, ou trabalhos mais sólidos..."


By Personare. Como diria um amigo meu: "Iiiieee. Isso é do diabo."

Música da semana 2

É música de boi. Não, não. Não de corno. De boi-bumbá mesmo. É uma das melhores músicas do álbum "Vô Imbolá" (1999).
Amo essa música. =)

Boi de Haxixe

Meu bem eu cheguei agora
mais eu te peço
tu não vá chorar
Por favor, me dê a sua mão
Entra no meu cordão
Venha participar

Quando piso em flores
Flores de todas as cores
Vermelho sangue,verde-oliva,azul colonial
Me dá vontade de voar sobre o planeta
Sem ter medo da careta
Na cara do temporal
Desembainho a minha espada cintilante
Cravejada de brilhantes
Peixe-espada vou pro mar
O amor me veste com o terno da beleza
E o saloon da natureza
Abre as portas preu dançar

Diz o que tu quer que eu dou
Se tu quer que eu vá eu vou

Meu bem meu bem-me-quer
Te dou meu pé meu não
Um céu cheio de estrelas
Feitas com caneta bic num papel de pão

Meu bem eu cheguei agora
Mais eu te peço tu não vá chorar
Por favor, me dê a sua mão
Entra no meu cordão
Venha Participar

domingo, 23 de março de 2008

O vento e a janela

Ou Breve história de como o vento abriu a janela do mundo

Foi um pé-de-vento com tendências a furacão que abriu a janela de uma vez, escancarando-a. Havia passado por aquelas bandas fazendo uma grande algazarra. Desfez a trança da menina, levantou a saia da moça e cochichou no ouvido de um alguém o... Impublicável. Foi também o danado desse vento que transformou a brasa em fogo, reaquecendo o esquecido. E que janela era aquela que o vento abrira, meu Deus? Jamais havia sido aberta.

Uma luz incandescente agora tomava conta do lugar. Seus olhos ainda não estavam acostumados aquilo. Não que o sol não entrasse no ambiente, mas a fresta era tão minúscula... Não se via nada lá fora. Agora a janela estava aberta. O que fazer? A primeira idéia era isso. Lançar-se para o mundo. Isso mesmo. Precisava conhecê-lo antes do “agora é tarde”. Mas por onde começar? Pensou, pensou, pensou. Ah! Uma idéia. Como não pensara nisso antes. É claro. Acompanhar o vento. E para onde ele ia?

Bradou com todas as forças um “para onde vai, senhor vento?”. Mas nada se ouvia. Teria ido embora? Minutos depois, ouviu-se um sussurrado “vou voltar para o norte”. Na certa ele já devia estar longe, abrindo outras janelas. Ué, mas que norte era aquele? Era algum norte desnorteador? Ou seria o norte que queria para sua vida? Só saberia disso tudo se fosse. E sem mais nem menos seguiu aquela direção. Foi-se. A janela estava aberta mesmo...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Direcionadas

"Sem você, o silêncio pode ser insuportável" [ Juliette,em Je vous Salue Marie, de Jean-Luc Godard]

Da travessia


Conceda-me a travessia da imensidão desconhecida

Lança-me pelo céu azulado

Faça-me voar pelo campo de girassóis

Sobrevoar o tudo

Voar pelo nada


Fechar os olhos

E sentir o vento

E o adocicado aroma do mundo

E a dança nunca concedida


Ouvir a música nunca composta

Cantar a canção jamais musicada

Dormir acordada e sonhar

Gritar a palavra calada


Conceda-me uma travessia

Mas me faça pousar ali

Bem ali

Perto do distante de ti

Mafaldianas 1

"Engraçado... quando eu fecho os olhos o mundo desaparece." [Mafalda, do Quino]

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Às vezes é bom fazer isso. Mas só às vezes. Senão acabamos cegos por convicção...