Três partes compõem-me o todo: a parte de mim que é amor, a parte de mim que é paixão e a parte de mim que é desejo. Irmãs. Viveram juntas até bem pouco tempo. Mas um dia acharam que cada uma deveria seguir um caminho, sem se perderem de vista. Rompiam assim o equilíbrio instaurado. Partiram.
A parte de mim que é amor perdeu-se na primeira vez em que ousou sair sozinha. Arrasada por ter errado o caminho, voltou para casa e dormiu para não mais acordar. Um dia vai despertar novamente e voltar a sair como se nada tivesse acontecido. Viverá a sorte de amor tranquilo.
Diferente da irmã, a parte de mim que é paixão é vida. Ninguém ama mais a vida do que a parte de mim que é paixão. É também a parte de mim mais ingênua. Faz o jogo do contente. Crê que sempre as pessoas podem ser melhores e que podem gostar da parte de mim que é amor, a irmã ausente.
A parte de mim que é paixão encasquetou de jogar paciência. Fica horas a fio jogando um jogo onde cada lance errado pode custar uma ferida ou uma mágoa. É um jogo perigoso. Um dia, alguém há de se ferir mortalmente. Quando isso acontecer, a partida termina, embora outra possa recomeçar. Só quando aparecer a mensagem game over é que tudo se finda ou tudo se desfaz e será cada um por si.
A parte de mim que é desejo é a mais diferente de todas. Adora a sensação de liberdade. Sair é aventurar-se, despertar para o mundo. É volúpia. Dada aos prazeres do mundo. Escolheu esse caminho. Contudo, apresenta defeitos como toda parte de mim que é mortal. Pouco se importa com o mundo a sua volta. Foi criada pela sociedade de consumo. É egoísta, não respeita o tempo dos outros, tudo tem que ser do seu jeito e a sua hora. Quer tudo, mas nada tem.
A parte de mim que é desejo adora implicar com a parte de mim que é paixão. Apesar disso, se dão muito bem. Opostos complementares. Quando a parte de mim que é paixão quer desistir do jogo de paciência, é a parte de mim que é desejo que a acalma e indica o caminho da melhor jogada. Talvez seja a parte de mim mais equilibrada e a mais forte de todas. Esconde em doçura a frieza com que enxerga a vida. Não chora. Guardar para si todas as lágrimas e ainda ajuda a enxugar as lágrimas de parte de mim que é amor e parte de mim que é paixão.
Três partes compõe-me o todo. Irmãs tão diferentes que optaram escolher caminhos diferentes. Agora, buscam reencontrar o equilíbrio do todo. Um eixo que as conduza. Três partes em um único todo.
A parte de mim que é amor perdeu-se na primeira vez em que ousou sair sozinha. Arrasada por ter errado o caminho, voltou para casa e dormiu para não mais acordar. Um dia vai despertar novamente e voltar a sair como se nada tivesse acontecido. Viverá a sorte de amor tranquilo.
Diferente da irmã, a parte de mim que é paixão é vida. Ninguém ama mais a vida do que a parte de mim que é paixão. É também a parte de mim mais ingênua. Faz o jogo do contente. Crê que sempre as pessoas podem ser melhores e que podem gostar da parte de mim que é amor, a irmã ausente.
A parte de mim que é paixão encasquetou de jogar paciência. Fica horas a fio jogando um jogo onde cada lance errado pode custar uma ferida ou uma mágoa. É um jogo perigoso. Um dia, alguém há de se ferir mortalmente. Quando isso acontecer, a partida termina, embora outra possa recomeçar. Só quando aparecer a mensagem game over é que tudo se finda ou tudo se desfaz e será cada um por si.
A parte de mim que é desejo é a mais diferente de todas. Adora a sensação de liberdade. Sair é aventurar-se, despertar para o mundo. É volúpia. Dada aos prazeres do mundo. Escolheu esse caminho. Contudo, apresenta defeitos como toda parte de mim que é mortal. Pouco se importa com o mundo a sua volta. Foi criada pela sociedade de consumo. É egoísta, não respeita o tempo dos outros, tudo tem que ser do seu jeito e a sua hora. Quer tudo, mas nada tem.
A parte de mim que é desejo adora implicar com a parte de mim que é paixão. Apesar disso, se dão muito bem. Opostos complementares. Quando a parte de mim que é paixão quer desistir do jogo de paciência, é a parte de mim que é desejo que a acalma e indica o caminho da melhor jogada. Talvez seja a parte de mim mais equilibrada e a mais forte de todas. Esconde em doçura a frieza com que enxerga a vida. Não chora. Guardar para si todas as lágrimas e ainda ajuda a enxugar as lágrimas de parte de mim que é amor e parte de mim que é paixão.
Três partes compõe-me o todo. Irmãs tão diferentes que optaram escolher caminhos diferentes. Agora, buscam reencontrar o equilíbrio do todo. Um eixo que as conduza. Três partes em um único todo.
tem uma parte de mim que encasqueta em jogar campo minado, mas outra, logo vem tentando fazer com ela jogue paciêcia, pensando ela, que esse seja o melhor modo pra obter um equilibrio, talvez constante do meu todo, que ainda não tem partes definidas!
ResponderExcluir;*
Muito bom cara de tatu!
ResponderExcluirLindoo texto!
Bjones!
As três partes de um todo. É a insistência do nosso ser em teimar em viver... Afinal a vida é uma grande teimosia... Viva a teimosia e à todas as partes!!!
ResponderExcluirMuito bom!
Bjos