quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Voar

Alguém pode empurrar o balanço para mim, por favor? Só não me deixe pôr os pés no chão. A realidade é tão cruel. Prefiro me esconder ali naquela nuvem. Nuvem-coração. Alguém pode empurrar o balanço? Será que estou sozinha por aqui? O balanço. Alguém o empurre, por favor. Mas me faça voar alto. Bem alto. Me faça sentir o vento bater no rosto, o coração querer saltar pela boca, o frio na barriga. Voar bem alto. E alto. E mais alto. Não tenho medo de cair. Se eu cair, que caia nos braços de um alguém.

Do diário perdido de Teresa Cristina. [Ela ainda não se apresentou por aqui. Está esperando a oportunidade certa]

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Do Desassossego

Uma garrafa de vinho tinto, por favor.
Sobreviver é preciso...
Desassossego
(Suspiro)

sábado, 5 de janeiro de 2008

Pranto

Tudo se aquietara. Enfim, parara de chorar. Ainda doía a cabeça. Talvez, não mais do que a alma. Tinha que se conformar. Que coisa! Não era então uma mulher moderna? Não devia se importar com essa bobagem toda. Só percebera muito depois que aquilo fora uma forma gentil de dizer “não te quero, mas continuemos amigos”. Ora, seria sempre sua amiga. Mas não desejava só aquilo. Queria algo para além e infinito. O tal do amor. Tanta gentileza e a dor fora a mesma. Agora, precisava curar as feridas.

Tentava lembrar como começou tudo aquilo. As mensagens, as palavras de carinho, a cumplicidade desejada, as ânsias e os desejos por um encontro. Mas de que adiantava meu Deus. Tudo findara. O reino das ilusões estava sem rei. Tinha mesmo era que esquecer tudo. O esquecimento serviria, pelo menos, para diminuir as dores.

Certamente não iria adiantar. Não conseguia nem desistir daquilo. Ligara-se por uma estranha atração. Ou seria uma mandiga? Feitiço, encanto, bruxaria... Não importava o nome. Agora estava ali, com o coração fragmentado, tendo de se conter para não ligar ou mandar uma mísera mensagem. Não podia ser tão fraca, tão oferecida! Oferecida? Será que tinha se passado por isso? Se prestado a um papel desses?

No alto, a lua envaidecida admirava-se em algum espelho natural. A inveja tomara-lhe o corpo. Não entendia como poderia haver beleza em alguém com crateras que lhe deformava o corpo. Miopia dos amantes? Provavelmente. Idéia. Por que então não arranjar um míope? Proibir-lhe de usar óculos, lente, o que fosse. É isso. Tinha de ser essa a saída: impor a ditadura da cegueira. Ora. Pensamento bobo.

Droga! A cabeça ainda doía. Chorara a tarde toda para ganhar olhos inchados e a cabeça doída. Esperava pelo menos ter chorado tudo de uma vez. E mesmo que não tivesse, engoliria o choro e o soluço. Não tinha outro remédio. Além disso, o seu otimismo a faria recuperar o vigor da vida e sair por aí... Buscando o que buscar.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Balanço

Dois mil e sete voou. Foi-se para longe. E já estamos em dois mil e oito. Daqui a pouco é esse aí também quem vai embora. É só esperar o carnaval. Depois da festa, o ano realmente começa e passa num instante.

Não me queixo do ano que passou. Fui apresentada a mundos interessantes, tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas, viver momentos únicos. Sim, Os Sertões, seja de quem ele for, ainda pulsa aqui dentro. Não tanto quanto outrora. Mas de vez em quando, bate uma vontade de reviver tudo aquilo... Ver a beleza e a força do Teatro Oficina. Uma oportunidade única. Isso tudo vai ficar na minha história (suspiro).

Dos amores nem falo muito. Não tenho sorte mesmo. Sou uma boba. Talvez eu seja mesmo uma versão feminina de Florentino Ariza. Talvez o amor sempre faça complôs contra mim. Enfim, quem vai saber? Como diria Antônio Conselheiro, o amor é grande e livre demais para ser julgado por nós pobres mortais (e de o novo remeto-me aos sertões). Seja como for, a gente aprende e ganha experiência. Aprende a não cometer erros, a aproveitar a vida e ser feliz sempre. Felicidade eterna. É o que buscamos.

Que venha 2008. O ano dos começos. E que os começos sejam também de recomeços. Então, recomecemos por atualizar esse humilde blog. E posso dizer que a cada dia as impressões sobre a vida e o mundo se avultam. É isso. Que 2008 seja feliz.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

How long would you wait for a love?

O filme "O nos tempos do cólera", do escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez chegará aos cinemas brasileiros no dia 23 de novembro. Abaixo um vídeo sobre a produção do filme:

domingo, 16 de setembro de 2007

Rimel e sombra

Dormi de rímel e acordei de sombra. Novidades? Nenhuma. Isso sempre acontece. A gente finge que supera. Engole um seco. Talvez nem tão seco assim. Melhor molhar a garganta com um pouco de bebida. A cabeça começa a girar, o coração acelera e o corpo fala uma língua estranha como se dissesse “desce daí, volta para cá menina”. Então, você nem teima em subir, desce correndo. Fica com um medo... Mas não supera. Guarda tudo para si. Isso sempre acontece. E fica no a gente finge que supera. Melhor não engolir seco. Respirar. Boa alternativa. Respira fundo. Molha o rosto. Conta até três. Passou? Melhor voltar ao trabalho... O trabalho engrandece o homem. Paga as contas no final do mês. Meia volta. Nada de dormir de rímel. A sombra demora muito a sair...

domingo, 19 de agosto de 2007

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sábado, 7 de julho de 2007

Comunicação Comunitária - Oficina de Leitura Crítica da Mídia

A oficina de Leitura crítica da mídia é um dos requisitos da Disciplina de Jornalismo Comunitário do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará - UFC. A oficina abaixo foi realizada na escola Antônio Sales, bairro Rodolpho Teófilo, pelos alunos Aurimar Monteiro e Carlos Adolfo e a aluna Isabelle Azevedo.